Roland Barthes diz:
"Aquilo que a Fotografia reproduz até ao infinito só aconteceu uma vez: ela repete mecânicamente o que nunca mais poderá repetir-se existêncialmente...", e é aliada a esta verdade relativa que reside a existência desta "morada", um lugar de depósito, de arquivo de uma forma de olhar - ver - capturar... guardar o momento, ou até construí-lo com um simples enquadramento, um simples clique, físico e mecânico. As cores, ou a ausência destas, abraçam formas e geometrias. Agora documental, logo poético e mais tarde surreal, "uma espécie de pequeno simolacro, de eidôlon emitido pelo objecto, o que poderia muito bem chamar de Spectrum da Fotografia..." as pessoas e as suas conquistas.