segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Monte dos Judeus ou Monte de Júpiter?

A saudade transpira pelos ossos, as faces pálidas denunciam a vontade de voltar... Fotografia do tempo, congelada, estática e sólida... interrogo-me sobre as estórias espalhadas, as lágrimas caídas, sepultadas também sob o manto decrépito dos epitáfios sepulcrais, que se fragmentam socumbindo á implacável fúria do tempo. Amor, paixão, vingança, saudade...paz! Sim, violenta paz, que se entrenha em cada poro vivo e quente, talvez concedida pela luz melancólica que espalha serenidade e que apazigua. Aquela cidade de pedra, erguida insistentemente ao longo dos anos, lembra a origem, o pó e a fragilidade da vida. O Monte de Júpiter, outrora chamado. Planeta da sorte, como se sorte, fosse estar sepultado, longe de toda a vil confusão, parafernália de intrigas e dissabores que a vida pode comportar. E é este doce e sereno calor que chama e faz desejar, ter saudade da memória, ter saudade da lembrança, de chorar pela ausência e temer pela distância.

- Projecto realizado com a parceria de Jordi Selva














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